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O monstro que comeu o próprio rabo

Quando o RH robótico chora porque o candidato usou IA

Imagem criada por IA e pensada por um humano.

A piada pronta do século corporativo finalmente atingiu o ápice da distopia. 

O departamento de Recursos Humanos, que passou a última década transformando o processo seletivo em um interrogatório de Ge$t@po digital, alimentando algoritmos com excentricidades burocráticas que nem o próprio CEO compreende, agora descobriu o pânico moral do século XXI: o currículo escrito por inteligência artificial.

Sim meu caro, o mesmo ecossistema corporativo que automatizou a triagem, descartou talentos brilhantes porque faltava uma palavra-chave milimétrica e substituiu o calor humano por um robô de triagem fria e calculista, agora rasga as vestes porque o candidato ousou revidar na mesma moeda.

O argumento da vez nos corredores das consultorias de carreira é patético na sua essência: "Ai, meu Deus, os currículos perderam a humanidade, estão todos padronizados por IA."

Vamos colocar os pingos nos "is" e parar de fingir demência social.

Quem abriu a porteira da desumanização não foi o candidato desempregado tentando sobreviver a um funil de três mil pessoas para uma única vaga arregaçada em um processo seletivo de 3 meses; foram as próprias empresas. Quando você implementa um sistema que exige dez anos de experiência em uma tecnologia que foi lançada há dezoito meses, você ensinou o mercado a mentir. Quando o seu filtro automatizado descarta um currículo brilhante porque o alinhamento das margens não agradou o script por não usar termos absurdos e abstratos que NINGUÉM DO SEGMENTO USA, você decretou a falência da comunicação humana no recrutamento.

O que temos hoje é uma comédia de erros cibernéticos:

  1. O caçador automatizado: Um robô sem alma cruza dados de desespero para achar o funcionário perfeito, submisso e milimetricamente encaixado em uma caixa cinza.

  2. A caça sintética: O candidato usa uma IA para traduzir o próprio desespero para a língua-mãe do algoritmo, garantindo que o seu histórico passe pelo primeiro paredão de fogo digital.

  3. O choro corporativo: O recrutador humano, que mal lê as três primeiras linhas do resumo antes de fechar a aba, se ofende porque o texto está "elegante demais" e acusa o candidato de falta de autenticidade.

Faça-me o favor. 

Estou sendo elegante "d+"? 

Quem começou a ser exigente além da conta, quem industrializou a burocracia e transformou gente em métrica de planilha não sabe o que quer. Querem robôs vestidos de carne e osso que aplaudam a cultura da empresa, mas choram pitangas quando recebem de volta a mesma frieza algorítmica que impõem ao mercado.

O recrutamento moderno virou um espelho quebrado: de um lado, a empresa finge que se importa com propósito; do outro, o candidato finge que a única razão da sua existência é bater a meta daquela marca específica. A IA apenas escancarou o que já era podre: ninguém aguenta mais a encenação corporativa e seus KPIs formadores de gráficos bonitos.

Se o seu RH precisa de um algoritmo para detectar outro algoritmo, o problema não é a ferramenta do candidato. O problema é que o seu processo seletivo virou uma piada de mau gosto e, agora, infelizmente para vocês, a piada aprendeu a revidar. 

Coitado de quem passou a vida inteira fantasiado de crachá impecável. Agora essa mesma elite corporativa que exigia a perfeição cibernética exige, de joelhos, um "humor humano e sem filtro". A piada pronta da década: depois de transformar todo mundo em robô, o mercado chora porque os robôs aprenderam a atuar bem demais. Que ironia sublime. T'Santos

Suce$$o para nós! 

Por: Tiago MKT

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Atualização: 02/10/2026 - 21:20
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O "Fit Cultural" e a Arte de Fabricar Decisões Idiotas em Escala

Existe uma armadilha silenciosa matando a inovação na sua empresa, e ela provavelmente atende pelo nome gourmetizado de "Fit Cultural".

Imagem criada por IA e pensada por um humano.

Vendido por dez em cada dez manuais de RH como a fórmula mágica da coesão e do alinhamento, o fit cultural virou, na prática, um sofisticado filtro de homogeneização. Traduzindo do corporatês para o português claro: criamos um método eficiente para contratar pessoas que pensam, agem, falam e concordam exatamente com as mesmas coisas.

O resultado dessa assepsia ideológica? A morte cerebral do pensamento crítico e total falta de visão de riscos.

A fábrica de "concordadores". Essa foi a melhor "concordadores"!

Quando você elimina o atrito, você elimina a contestação. E quando você elimina a contestação em nome de uma "harmonia de ecossistema", o que sobra não é alta performance, é a câmara de eco.

Em ambientes onde o fit cultural é levado ao paroxismo do dogmatismo corporativo:

  1. O viés de confirmação vira meta individual: Ninguém questiona a premissa de um projeto falido porque "todo mundo aqui pensa assim".
  2. O pensamento crítico é etiquetado como "toxicidade": Quem faz a pergunta desconfortável na reunião de alinhamento é visto como o indivíduo que "não vestiu a camisa" ou "não tem o fit da casa".
  3. A mediocridade ganha selo de qualidade: Ideias medíocres passam sem filtro porque a prioridade deixou de ser a eficácia para virar o conforto moral do grupo.

O preço da homogeneidade é a cegueira estratégica

A história dos grandes desastres corporativos raramente é sobre falta de dados ou de orçamento. É sobre salas cheias de executivos brilhantes que pensavam tão igual que nenhum deles foi capaz de apontar o óbvio: estamos prestes a fazer uma bobagem monumental.

A verdadeira inovação não nasce do consenso fofo de uma sala de descompressão com pufes coloridos. Ela nasce do atrito construtivo. Nasce de colocar na mesma mesa o sujeito de infraestrutura que enxerga o risco de colapso, o profissional de marketing que questiona a narrativa e o analista cético que recusa o discurso pronto do "sempre foi feito assim".

Menos "Fit", mais Fricção Útil

Se a sua equipe de liderança concorda com 100% das suas ideias antes da segunda xícara de café, você não montou um time de elite; você montou um coral.

Empresas maduras não buscam pessoas que se encaixem perfeitamente na cultura atual, elas buscam pessoas que adicionem à cultura (o chamado Culture Add). Gente que traga repertórios desalinhados, visões incômodas e a coragem operacional de fazer a única pergunta que realmente importa antes de assinar um cheque milionário:

"Isso não é uma grande besteira?"

Se o seu fit cultural não aguenta o contraditório, ele não é cultura. É só um clube privado de validação mútua rumo ao abismo. T'Santos

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Por: Tiago MKT

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Atualização: 27/07/2026 - 02:20
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Comunicação corporativa engloba eventos e a guerra fria dos sistemas de RH

Gestão das !deia$ - por Tiago MKT
Comunicação corporativa também engloba eventos e ser visto nos sistemas de RH virou guerra fria.


Imagem de Aksel Lian por Pixabay

O evento é aquilo que ocorre após uma necessidade da comunicação da marca/empresa interagir, sendo B2B, B2C ou qualquer iniciativa de exposição/acontecimento. *** minha visão!

Já quando informamos a palavra eventos, me parece que, existe um preconceito estranho por parte das empresas que avaliam. Não é possível que um profissional tenha que mentir, ter QI (quem indica), mostrar inferioridade para ser visto ou deitar em posição fetal para ter um lugar por pena?? Cuidado, mostrar força e algo diferente de fragilidade, será um grande problema para você.

Os feedbacks são automáticos e muitas vezes as empresas precisam "justificar" internamente em algum sistema ATS, IMS ou RMS para reprovar um candidato apto. Se isso existe no seu caminho, alguém que não viu "seu todo" precisa dizer o motivo da sua dispensa, e aquilo fica lá registrado para sempre! Sim, alguém que não te conhece de verdade precisa te queimar ... Imagina a quantidade imensa de processos fake que participamos? Em quantos sistemas já estamos REPROVADOS de cara, sem uma chance real por conta da pessoa do RH precisar colocar alguma coisa? Pensa! Fora os infinitos testes bizarros que, sinceramente, funcionam mais como uma pegadinha do malandro, quem lembra?

Eu já fui usado em processo fake e também sei que pessoas mais jovens não contratam pessoas mais velhas com mais experiência. A geração que representa a galera que está por aí, não visa andar com quem sabe, pensa apenas em proteger a própria "barca", pelo menos a maioria.

Eu não desistirei de ser um diferencial no processo da vida, se alguns segmentos e setores não conseguem ver o potencial dos "diferentes" e não conseguem processos orgânicos e humanizados o problema está parte neles e na frieza de processos que contemplam a mentira tecnológica que projeta despreparados e/ou aqueles que podem pagar!

Se você precisa mentir a sua realidade, pagar e usar estratégias para burlar e encantar o sistema para ser visto, algo está errado ... muito errado!

Sei que não estou errado, mas tento compreender o que é necessário para uma empresa, no mínimo, olhar para os profissionais com experiência multidisciplinar e não enxerga-los como um Frank Stein no mercado de trabalho que não tem foco ou objetivo. 

As palavras chave que indicam nossa experiência não interagem, mesmo na mais óbvia lógica ... e o "evento"? Não fará qualquer sentido até que a mensalidade seja paga, seja vi$to e "con$iga"!

Suce$$o para nós! 

Por: Tiago MKT

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Atualização: 01/02/2026
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SPECTRUM 8 - Marketing | Gestão | Comunicação
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