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O Evangelho Segundo a Disrupção

 A Licença Poética para o Achismo em narrativas.

Imagem criada por IA e pensada por um humano disruptivo.

Vamos ser honestos: como explicar que, durante décadas, hordas de profissionais que se recusavam a aprender o básico de estatística operavam baseados no mais puro e literal achismo? Com a devida licença poética pedindo passagem, precisamos reconhecer que, até pouco tempo, a maior parte das decisões era tomada porque alguém achava algo "fofo", "bacana" ou "legal". Hoje, o termo mudou: agora tudo é disruptivo.

Atualmente, a palavra mais usada para validar o limbo intelectual e carimbar ideias pautadas na mais desonesta licença poética, é a danada da "disruptiva". Virou moda. E pobre de quem não a usar ou não fingir que compreende a genialidade por trás de uma ideia vazia após suas pronuncia. Se o conceito é infundado, sem base técnica, mas embalado como "disruptivo", então ele é "top". 

Etimologicamente, o termo vem do latim disruptus, particípio passado de disrumpĕre — romper, quebrar, despedaçar. Originalmente, indicava algo que causava a desestabilização real de um padrão ou mercado por meio de inovações radicais. No entanto, o termo virou a password oficial para disparar abobrinhas ao vento. São ideias que, de tão "diferentes", tendem a nunca funcionar. E quer saber? Se colocarmos no papel tudo o que deu errado nos últimos anos, garanto que o autor da falha defendeu o projeto, ao menos uma vez, como sendo algo "disruptivo". Pode procurar!

Não estou louco, apenas resolvi escrever sobre o óbvio. Falta bom senso. Vender narrativas fora do escopo é fácil; o problema é a prática, que não consegue rebater a fantasia. Tudo o que emerge desse mundo "disruptivo" precisa ser aceito, afagado e empurrado goela abaixo, custe o que custar. Basta usar a palavra mágica e você já tem meio caminho andado. Quem grita primeiro, claro, é o "disruptivo da rodada", criando um ciclo infinito de "disruptivismo" que ninguém consegue sequer... "disruptiar". Onde chegamos? Será que eu mesmo estou sendo disruptivo agora?

As reuniões nunca mais foram as mesmas. O disruptivismo tornou-se um jogo de UNO corporativo: quem joga a carta primeiro ganha o status de vencedor, enquanto os outros mergulham em uma inveja conspiratória, torcendo pela destruição daquele que se destaca, até que ele se "desdisruptivise" e permita que o próximo bobo da corte assuma o trono disruptivo.

Pense bem: a disrupção, por definição, deveria ser solitária. O primeiro sempre é o protagonista; quem vem depois é apenas um "bobo copião", um disruptivo falsificado que gritou "UNO!" segundos após o primeiro, sendo apenas uma cópia do "deus" da genialidade e vocabulário disruptivo da moda.

Dependendo da conveniência, o termo assume qualquer faceta: inovador, revolucionário, desestabilizador, perturbador ou apenas... desordeiro. Ser disruptivo tornou-se tanta coisa que, sinceramente, a palavra já está na fila para substituir divindades. 

Quem "grita" um "disruptivo" na reunião torna-se o Deus daquele momento, ou estou louco? Estou vendo "The Office"? 

Para. Já chega. Cansei de "disruptiar". 

Até o próximo artigo — que poderá ser, talvez, apenas sensato.

Suce$$o para nós! 

Por: Tiago MKT

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Artigo postado no LinkedIn: https://linkedin.com/pulse/o-evangelho-segundo-disrup%C3%A7%C3%A3o-licen%C3%A7a-po%C3%A9tica-para-achismo-santos-q2wwe

Atualização: 21/06/2026 - 14:10
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O Apocalipse do "Crtl+C, Prompt+V"

 Você é um Estrategista ou apenas um Digitador de Luxo?

Imagem criada por IA pensada por um humano e dentro da proposta do texto apresentado.

Parabéns aos envolvidos. Finalmente chegamos ao ápice da evolução humana: a era do AI Slop.

É fascinante observar o surgimento espontâneo de "especialistas em IA" que, há seis meses, mal sabiam configurar uma assinatura de e-mail e hoje palestram sobre o futuro do trabalho e do planeta! O LinkedIn virou um mar de textos beges, com estruturas idênticas, conclusões mornas e aquele cheiro inconfundível de algoritmo preguiçoso que só quem não sabe escrever consegue copiar e colar.

Se você precisa de uma IA para escrever um post de 200 palavras sobre "resiliência" ou para "humanizar" um texto que você mesmo não teve a capacidade de sentir, sinto informar: você não é um criador, você é um hospedeiro. 

Mesmo que você use a IA para sintetizar, você precisa sentir, compreender e aceitar aquilo antes da IA te mostrar, caso contrário ... bem, se você é assim temos que parar o assunto aqui.

A verdade dói, mas o "AI Slop" não é culpa da tecnologia. É o sintoma de uma geração de profissionais que surgiu por causa da ferramenta, e não apesar dela. Se desligarem os servidores da OpenAI amanhã, metade do seu "planejamento estratégico" vira um arquivo em branco e sua "autoridade" desaparece na velocidade de uma conexão discada. Pois é, corre lá e pesquisa o que era uma conexão discada.

"Um novo luxo surgiu e não é usar IA, na verdade é conseguir ter um cérebro que a IA não consiga reproduzir. O povo cola e não sabe o que está copiando!" T'Santos

A IA deveria ser o seu estagiário superdotado, não o seu Ghostwriter de personalidade. Se o seu conteúdo não tem uma cicatriz, um erro gramatical proposital ou uma opinião que faça alguém perder o sono, ele é apenas ruído. E o mercado, embora pareça lento, já começou a desenvolver anticorpos contra o seu conteúdo genérico, sintético e sem sangue.

A autenticidade virou o novo antídoto. E para isso, infelizmente, não existe comando de /imagine.

Suce$$o para nós! 

Por: Tiago MKT

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Artigo postado no LinkedIn: https://linkedin.com/pulse/o-apocalipse-do-crtlc-promptv-voc%C3%AA-%C3%A9-um-estrategista-ou-tiago-santos-viukf

Atualização: 18/06/2026 - 10:28
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